Archive for the ‘Sem categoria’ Category
A outra Convenção Republicana
Dous centos oitenta e seis detidos (286!!!!) em uma manifestação anti-guerra ás portas da convenção republicana no pais líder da “liberdade”.
Dirá algo Reporteiros sem Fronteiras de isto?:
Via Guerra Eterna
Catástrofes aéreas

As verdadeiras catástrofes aéreas som as que se decidem em gabinetes com um grupo de políticos e generais fechados dentro. O de Madrid foi um acidente do que se tratará de aprender para que nunca mais concorram as causas que o motivaram.
Catastrófico, e nom acidental, é que a humanidade seja quem de permitir como parte integrante do seu sistema um estado de cousas nas que se poda considerar “estratégico” aniquilar pessoas inocentes a base de bombazos desde um avião.
Catástrofes aéreas foram as de Guernika (1.000 mortos) , Dresde (350.000 mortos), Hiroshima e Nagasaki (400.000 mortos) e, recentemente, Tsjinvali, a capital de Osetia do Sur.
Catastrófico é que quenes provocam e planificam estas massacres sejam as pessoas que nós mesmos nos damos como dirigentes.
Catastrófico é que os que começaram a guerra de Irak (case 100.000 mortos por agora), os que deram a ordem de bombardear Bagdad, se sintam a dia de hoje “orgullosos” de te-lo feito.
Catastrófico é que ademais, muita gente os segue a apoiar quando deveriam ser tratados como criminais.
Do acidente de Barajas aprenderemos algo que fará que voar seja cada vez mais seguro. Deve de ser o costume o que fai que nom aprendamos nada das barbaridades que fam os militares e os políticos fechados em um gabinete.
Catálogo de abraços

De carinho, de compreensão, de encontro, de cumplicidade, de consolo, de amor, de protecção, de despedida, de respeito, de desespero, de amizade….
Todos os abraços do mundo estão reunidos no gesto de estas duas velhas maestras. É Anisia Miranda quem abraça e Antía Cal a abraçada, mas isso pouco importa, como tampouco importa o ameaçante relógio da Anisia assomando entre as mãos enlaçadas e arrugadas. O que realmente é importante é essa capacidade que tenhem os abraços de regalar a quem o necessita.
A canção que provocou este abraço inundou a cabeça da Antía de recordos e os seus olhos de lágrimas, mas bastou que a primeira delas começasse a assomar para que a velha amiga lhe desse o calor pausado do seu consolo “…estamos aqui, amiga, estamos aqui. Ainda estamos aqui.“
A doutrina Guantánamo
Suspeito que se a Declaração dos Direitos Humanos é em realidade a Declaração UNIVERSAL dos Direitos Humanos é porque estes são de aplicação a todas as pessoas de todos os países. Se não for assim sobraria pôr o tal adjectivo. Quiçá seja isso o que propõe a União Europeia na sua penúltima directiva sobre imigração, tal e como já fizera de facto o Governo USA no Campo de Concentração de Guantánamo.
A directiva da União Europeia vulnera vários artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. A saber:
Artigo 2°.-(…) Não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.
Artigo 3º.- Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 6°.-Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua personalidade jurídica.
Artigo 7°.-Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
Artigo 8°.-Toda a pessoa tem direito a recurso efectivo para as jurisdições nacionais competentes contra os actos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.
Artigo 9°.-Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.
Artigo 10°.-Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.
Artigo 13°
1. Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.
2. Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.
Todos estes direitos já levam algum tempo sendo violados por Estados Unidos com a permissividade da União Europeia, polo tanto não deveria de surpreenderemos tanto que agora fagam uma Directiva europeia baixo a Doutrina Guantánamo.
A solução à crise do petróleo

Há alguns anos o Congresso norte-americano encomendou a uma comissão científica que desenvolvera uma simbologia que servira de advertência sobre o risco dos depósitos de resíduos nucleares. Tal simbologia deveria ser inteligível por quem quer que a visse dentro de 10.000 anos e transmitir “inequivocamente a advertência de perigo”.
A comissão estava formada por físicos, antropólogos, neurólogos, psicólogos, biólogos, arqueólogos, artistas, etc.
O problema clave era estabelecer um diálogo com um futuro que fica a 10.000 anos para advertir de um perigo que se creia hoje. Os cientistas buscaram modelos nos símbolos mais antigos da humanidade (Stonehenge, as pirâmides, as pinturas rupestres….). Mas como muito conseguiam uma antiguidade de 4000 anos.
Os antropólogos recomendaram usar o símbolo da calavera, mas um historiador advertiu de que para os alquimistas uma calavera significava ressurreição .
Os linguistas concluiram que qualquer símbolo que se usasse não lograria transmitir “inequivocamente a advertência de perigo” mais alá de 2000 anos.
O que ficou claro no informe da comissão é que não somos capazes de informar ás gerações futuras dos perigos que geramos na nossa época. Embora este informe, os USA e os países mais desenvolvidos, continuamos a almacenar resíduos radioactivos.
E não só isso, senão que ademais querem convencer-nos de que a solução para evitar os problemas da contaminação de agora é contaminar para os próximos 10.000 anos. E o que venha atrás que arree.
Ânimo
Pois isso, ânimo.. e usar protector solar.
"Não somos racistas"… por agora
Verdadeiramente os manifestantes da Corunha e Pontevedra não têm uma ideologia que justifique a sua atitude definindo aos ciganos dos bairros pobres como seres inferiores merecedores da exclusão social e do repúdio dos habitantes respeitáveis e brancos dos bairros “detodalavida”.
O que os move a manifestarse não é nenhum “Mein Kampf” com ansias de levar-se à prática nem nenhuma “Guerra Santa” contra o infiel calé. Nem tão sequer perseguem com cruzes cristãs incendiadas ao estilo do Ku Kux Klan a ninguém um pouco moreno de mais.
Assi pois, nem nazis, nem religiosos fanáticos…. de momento.
De momento digo, por que o que si são é racistas culturais. A cultura social dos “payos” corunheses e pontevedreses actua criando um sistema de hierarquização e categorização no que eles se situam em um plano de superioridade económica, social e política. Económica, porque dispõem de mais recursos; social, porque os postos de maior responsabilidade e respeitabilidade são maioritariamente ocupados por “payos”; e política porque ao ser maioria é a eles a quem se dirigem principalmente os políticos.
Os manifestantes, ao actuar como tales (é dizer, em grupo mais ou menos numeroso) começam a tomar consciência comum de tal superioridade e se convertem em pasto abonado para que qualquer um semente sobre eles uma ideologia racista. Consequência: não seria de estranhar que começaram a aparecer grupos neo-nazis em Pontevedra e em Corunha.
Por isto é que não consigo entender porque os políticos não condenam este tipo de manifestações. Nem consigo entender como é possível que em Corunha e ante presença policial (!!!!) um grupo de manifestantes impedisse o passo ao bairro de Mesoiro a uma furgoneta conduzida por um cigano, fizeram baixar ao assustado home, e o obrigaram a abrir o portão traseiro para comprovar que não estava de mudança.
Somos iguais em direitos e deveres também sem distinção de raça. Esto é assi por princípio e ademais por lei. As leis se podem cambiar, pero se mudamos alguns princípios básicos como este podem ocorrer duas cousas: ou a tirania ou a anarquia, ainda que em qualquer dos dous casos nos permitiram continuar votando.
Voto inútil
Como em tantas outras cousas baseadas únicamente em crenças e nom em dados, estas suposições estam cheias de erros. O feito de que estes erros sejam continuamente cacarejados por os políticos e os media (que nom podem de nenguma maneira ser ignorantes ao respeito á realidade do sistema eleitoral), fai pensar que quiçá pretendam que a gente insista em o seu erro por que isto favore-os. Quiçá…
Estes erros tão repetidos som os seguintes:
- - “É que senom, nom contan os votos”. MENTIRA. Todos os votos se contam. O que nom se fai é meter no reparto de escanos a aqueles que nom cheguen ao 5% dos votos totais válidos, porque, de todas maneiras, o teríam muito difícil para conseguir escano a nom ser que nom houvesse maiorias claras. Pero contar, contam-se TODOS.
- - “É un voto tirado ao lixo”. CERTO, pero tíranse ao lixo exactamente igual que todos, excepto os de aquelas mesas nas que haja reclamações ou os votos sobre cuja validade exista algum tipo de dúvida. Estes, e só estes, som remetidos á Junta Eleitoral de Zona para que delibere e decida.
- - “E que é um voto inútil por que total no vam sacar nada”. MENTIRA. A condiçom de voto inútil nom a dá votar a um partido minoritário. Se poidésemos fazer com os votos igual que se fai com as andorinhas para estudar os seus fluxos migratórios encontraríamo-nos com surpresas. Fagámo-lo figuradamente. Vamos pôr-lhe um anel ao voto de um “anti-voto inútil” que vote em a província de A Corunha.
Se fazemos a tábua correspondente ao reparto de escanos segundo a Lei D’Hont quedaría-nos o seguinte (clic para ampliar o quadro):
Bem, como se ve na táboa que ponho mais arriba ao BNG sobrárom-lhe em Corunha 17.523 votos para facer-se com o escano que obtivo. Bastaria-lhe com obter um só voto máis que a casilha 4 do PSOE para ter o único escano que obtivo. Poderia-se dizer que 17523 votos do BNG na província da Corunha foram inúteis.
Da mesma maneira no PP há 23.833 votos inúteis e no PSOE 17.306 votos inúteis. É dizer, se cada um de este partidos deixa-se de receber este número de votos o resultado manteria-se inalterável. Exactamente igual. Consequência: há mais votos inúteis no PP, no PSOE e no BNG que em IU.
Se o nosso votante “anti-voto inutil” visse que o seu voto debidamente marcado cae na bolsa de éstes votos sobrantes, estaria na situaçom de que a raçom que o levou a votar a um partido que nom o convence já nom serve, mas com o agravante de que os políticos de isse partido se ocuparam de ussar o seu voto para dizer “… e ademais subimos em votos!!!”. Pobre votante “anti-voto inutil!!!! nom só o seu voto resulta ser inútil a efeitos práticos se nom que se torna útil a efeitos perversos!!!.
Esto passa por nom tomarse a sério isso de que as “urnas som a expressom da vontade do povo”. Cada quem deveria de votar sempre o que considere máis próximo ás suas ideias. Nom facé-lo tem como consequência um bipartidismo que nom é outra cousa que a perpetuaçom no poder de uma oligarquia elitista.
Apanhados estamos.
Celebración de la voz humana
Los indios shuar, los llamados jíbaros, cortan la cabeza del vencido. La cortan y la reducen, hasta que cabe en un puńo, para que el vencido no resucite. Pero el vencido no está del todo vencido hasta que le cierran la boca. Por eso le cosen los labios con una fibra que jamás se pudre.
ETA NUNCA MAIS (fartos nos tendes)
La niñita
Suponho que tanto a equipa de Rajoy como a de Zapatero preparariam conscienciosa-mente isse alegado final que, ao estilo Perry Mason, dedicaram ao juri televisivo em o reallity de onte.
Nom posso evitar imaginar-me aos de Rajo Hoy dando o melhor de si mesmos para preparar “la historia de la niñita“:
-¡Conviene que demos una perspectiva de futuro!
- Bien, entonces usemos la imagen de un niño, que siempre da mucho juego.
- De acuerdo, ¿pero no sería mejor una niña? que no parezca que solo son los del PSOE los que promueven la igualdad de oportunidades.
- O mejor un niño y una niña.
- ¡¡No, no!! que eso seria demasiado paritario.
- Una niña pues. Además Jose María ya le dedicó un libro a un joven español, por lo tanto tampoco discriminamos positivamente.
- ¿Le ponemos nombre?
- ¿Porqué no? Esperancita estaría bien.
- ¡¡Hombre, Mariano, se iba a notar mucho!! Déjanos a nosotros, que entendemos de esto.
- Mejor sin nombre: que hable de una niñita, sin más.
- Lo de niñita puede sonar demasido sensiblero.
- Bien pues entonces una niña, sin diminutivos y sin nombre pero con un gran futuro.
- De acuerdo.
…..aquí o típico silencio de quando se repassa mentalmente toda a estratégia, até que alguém fala:- ¡¡Española, por supuesto!!
- Por supuesto.



