De lo humano y lo entrañable.
Cada español de las Españas se gastará de media casi 900 € en gambas, perfumes, barbies y micromachines de la más variada especie. Pero ya se sabe que a las medias se le aplica aquello de lo del pollo, que si tu te comes uno y yo ninguno resulta que nos hemos comido medio pollo cada uno. Con esto igual.
El dia 24 de diciembre el tamaño de las colas del paro será inversamente proporcional al de las colas de El Corte Inglés y directamente proporcional a las del Lidl. Pero nadie dejará de comprar.
Hoy le he hecho un espada de madera a mi hijo. Está contentísimo…
"Tu lo leiste en el periódico pero yo estaba alli"
Los datos del paro en España en época de crisis son escalofriantes. Como la precariedad laboral y la temporalidad es tan alta, el despido es gratuito en un gran porcentaje de los casos. Es un tópico, pero no por ello menos cierto, que siempre pagan los mismos los platos rotos. Y así los que justifican las grandes ganancias de los empresarios en que “ellos son los que arriesgan” se quedan en estos tiempos sin argumentos. A no ser que consideren que el que nada tiene nada arriesga, pero ni así.
A mi entender, esta escena de “Los Lunes al Sol” que os dejo aquí resume la situación que se va a a encontrar mucha gente. Y lo hace mucho mejor que cualquier análisis del G20 o de los periodistas especializados en asuntos económicos. Estos últimos están casi todos contagiados por la “lógica” del sistema liberal y son los mismos que aventuraban, ingenuos, que la reunión de Washington se podría comparar a la de Bretton Woods. Vistas algunas cosas de las publicadas, no me extrañaría nada que la frase “Tu lo leíste en el periódico pero yo estaba allí” acabe por convertirse para mucha gente en un axioma: “si lo pone el periódico, desconfía”.
O problema segundo o G20
Ponto 12 da declaração do encontro do G-20 em Washington:
12. We recognize that these reforms will only be successful if grounded in a commitment to free market principles, including the rule of law, respect for private property, open trade and investment, competitive markets, and efficient, effectively regulated financial systems. These principles are essential to economic growth and prosperity and have lifted millions out of poverty, and have significantly raised the global standard of living. Recognizing the necessity to improve financial sector regulation, we must avoid over-regulation that would hamper economic growth and exacerbate the contraction of capital flows, including to developing countries.
A estas alturas, com os objectivos do milénio (pdf) cada vez mais longe, com a saúde do planeta a ponto de dizer “basta”, e com case 900.000.000 pessoas passando fome, assegurar que o que se leva fazendo até agora “tirou da pobreza a milhões de pessoas e elevou a qualidade de vida global” é, quando menos, cínico. Parece que o único problema para o G20 é regular o mercado financeiro, o resto funciona divinamente.
Efectivamente, parece que não leram bem o enunciado do problema.
Que solução encontraram?
Um comboio de 70 metros de comprimento sae de Madrid para Santiago de Compostela com uma velocidade média de 105 km /h. Duas horas depois, um outro comboio, este de 105 metros, sae de Madrid em direcção a de Santiago com uma velocidade média de 103 km / h.
Na altura em que se cruzem as máquinas de ambos os trens, qual estará mais perto de Santiago?
Um professor que tive na EGB, a quem estou muito agradecido, acostumava plantexar esta questão na aula para mostrar a tendência que temos de procurar soluções complexas para os problemas simples, ademais das complicações que traz não ler bem o enunciado de um problema. A maioria dos alunos, efectivamente, tratava demonstrar o seu conhecimento usando a pilha de informação que estava disponível em cálculos complexos que não deixariam a ninguém qualquer dúvida sobre a sua capacidade matemática. A solução não precisava de nada de isso, só havia que fixar-se em qual era o problema e a solução viria por si só: os dous comboios estariam á mesma distância de Santiago.
Éramos apenas estudantes do EGB, mas este fim de semana vai reunir uma grande quantidade de espabilados para refundar o capitalismo. Sem embargo, o problema é que metade do mundo morre de fome.
Cámaras, luces, Obama!!!
Jose Luis Barreiro tem razão quando diz que Obama não trouxe mudanças, mas foram as mudanças as que trouxeram Obama. A sociedade americana teve tempo para se preparar para este salto, só faltava um bom candidato e Obama, sem dúvida, foi.
Ignacio Ramonet, em seu livro “Propagandas Silenciosas“, faz uma análise perfeita da forma como a indústria cinematográfica americana e a moral dos americanos estão intimamente relacionadas. Tanto assim que quase se pode saber o que vai acontecer com os E.U. com apenas botar uma olhadela para a carteleira do cinema. Ninguém sonda tão bem o estado de ânimo dos americanos como os produtores de filmes de Hollywood. E a campanha desenvolvida pola equipa de Obama tivo bastante de Hollywoodiense: um grande orçamento ao serviço de um bom guión, um bom director e um bom intérprete.
Os actores negros foram gradualmente fazendo papéis principais (antes eram apenas secundárias) até que Morgan Freeman acabou como presidente dos Estados Unidos da América em 1998 no filme “Deep Impact”. Quatro anos depois, Denzel Washington e Halle Berry recolheram os Oscars de melhor actor e actriz principais, respectivamente. O cinema, entre outras coisas, foi preparando progressivamente ao grande público americano para ver heróis e líderes negros.
Agora, as irmãs Willians deslumbram no circuito de ténis feminino, o melhor jogador de golf do momento e o campeão do mundo de Fórmula 1 também são negros. Todas elas disciplinas reservadas “tradicionalmente” aos brancos.
Temos que estar atentos por se se estreia qualquer filme com uma presidenta dos Estados Unidos. Se eu fosse Hillary, teria deixado muito mais cedo as primárias e teria o meu próprio dinheiro gasto para produzir um bom filme no qual uma mulher salvara o mundo desde o seu posto no escritório oval.
No entanto, esperemos que Obama acabe os seus mandatos (em plural) justificando todas as esperanças que se depositaram em el.
Pornografia Infantil Não!!!
Os habitantes de Vagón Bar e de La Huella Digital são os pais de esta campanha contra a pornografia infantil. Resulta incrível que se tenham que fazer cousas de estas, tão ruim pode chegar a ser o ser humano!!!!
São pavorosas as notícias de detidos nas batidas contra a pornografia infantil que contam por centenas aos implicados. Tendo a pensar que quando se fala de 200 detidos a grande maioria so cometeram o delito, nom menor, de covardia.
Quero pensar que muitos de eles se encontraram com surpresas desagradáveis ao descomprimir um arquivo que se baixaram com o e-mule e, por vergonha, por evitar perguntas embaraçosas ou por nom saber onde denunciar, cometeram o delito de silêncio cúmplice. Depois, sem mais, borraram o arquivo e calaram. Mas a sua IP já ficara para então gravada nos arquivos policiais.
Quero pensar, porque tenho filhos, que não existem tantos pedererastas, más sim centos de covardes.
Para que esses covardes deixem de sé-lo, Prótegeles.com tem umha línea de denúncia completamente anónima. Nom há desculpa para deixar de combatir a pederastia.
Sulfato, de Abelardo Rendo
Aqui deixo Sulfato, deliciosa curta-metragem de Abelardo Rendo a partir de uma historia da sua infáncia contada por Paula San Vicente. A desfrutá-lo (e a difundí-lo)…
Nom há trato
A fim do sistema capitalista? Mais bem a liquidaçom final do Estado ao servizo do capital. Interessante artigo de Paul Krugman:
No hay tratoOdio decir esto, pero mirando al plan tal y como se ha filtrado, tengo que decir que no hay trato. No a menos que el Tesoro explique, muy claramente, porqué se ha de suponer que funcionará a no ser haciendo que los contribuyentes paguen precios exagerados por activos basura.
Tal y como he dicho hoy, todo parece indicar que un “precio justo” por los activos relacionados con las hipotecas dejaría a la mayoría del sector financiero con problemas. Y no hay absolutamente nada en el anteproyecto que nos diga que pasará después. Sin embargo, debo hacer notar que tampoco hay nada en el plan que diga que el tesoro deba pagar un precio justo de mercado. Entonces, ¿el plan es pagar un sobreprecio a la mayoría de las instituciones con problemas? ¿o es la mera esperanza de que inyectar liquidez hará que el problema desaparezca por arte de magia?
Así está la cosa: históricamente, los rescates del sistema financiero han consistido en amarrar a las instituciones con problemas y garantizar sus deudas, solo después de esto trató el gobierno de reempaquetar la deuda y vender sus activos. Los gobiernos federales se hicieron cargo en primer lugar de las S&L (Saving & Loan, entidades de Ahorro y Préstamo), protegiendo a sus depositarios, y entonces trasfirieron sus malos activos al RTC (Resolution Trust Corporation, la compañía gubernamental creada para resolver la crisis). Los suecos se hicieron cargo de los bancos con problemas, protegiendo de nuevo a sus depositarios, antes de transferir sus activos a sus instituciones equivalentes.
El plan del Tesoro, por el contrario, parece un intento de restaurar la confianza en el sistema financiero (es decir, convencer a los acreedores con problemas de que todo va bien) simplemente comprando activos de esas instituciones. Esto solo funcionará si los precios que el Tesoro paga son mucho más altos que los precios actuales del mercado, lo que a su vez sólo puede ser cierto si bien se trata principalmente de un problema de liquidez (lo que parece dudoso) o bien si el Tesoro paga una enorme prima, en efecto, arrojando el dinero de los contribuyentes al mundo financiero.
Y aquí no hay Quid pro Quo, nada que le devuelva algo a los contribuyentes, nada que asegure que el dinero será usado para estabilizar el sistema lo suficiente como para recompensar el servicio prestado.Ojalá esté equivocado. Pero déjenme decirlo de nuevo: el Tesoro debe explicar porqué se supone que esto funcionará, no tratar de amedrentar al Congreso para que le de un cheque en blanco. Si no, no hay trato.
A outra Convenção Republicana
Dous centos oitenta e seis detidos (286!!!!) em uma manifestação anti-guerra ás portas da convenção republicana no pais líder da “liberdade”.
Dirá algo Reporteiros sem Fronteiras de isto?:
Via Guerra Eterna
Catástrofes aéreas

As verdadeiras catástrofes aéreas som as que se decidem em gabinetes com um grupo de políticos e generais fechados dentro. O de Madrid foi um acidente do que se tratará de aprender para que nunca mais concorram as causas que o motivaram.
Catastrófico, e nom acidental, é que a humanidade seja quem de permitir como parte integrante do seu sistema um estado de cousas nas que se poda considerar “estratégico” aniquilar pessoas inocentes a base de bombazos desde um avião.
Catástrofes aéreas foram as de Guernika (1.000 mortos) , Dresde (350.000 mortos), Hiroshima e Nagasaki (400.000 mortos) e, recentemente, Tsjinvali, a capital de Osetia do Sur.
Catastrófico é que quenes provocam e planificam estas massacres sejam as pessoas que nós mesmos nos damos como dirigentes.
Catastrófico é que os que começaram a guerra de Irak (case 100.000 mortos por agora), os que deram a ordem de bombardear Bagdad, se sintam a dia de hoje “orgullosos” de te-lo feito.
Catastrófico é que ademais, muita gente os segue a apoiar quando deveriam ser tratados como criminais.
Do acidente de Barajas aprenderemos algo que fará que voar seja cada vez mais seguro. Deve de ser o costume o que fai que nom aprendamos nada das barbaridades que fam os militares e os políticos fechados em um gabinete.



